Batsidores: uma nova aba no blog

Atualizado: 20 de Fev de 2020


Aqui no RElendo, compartilho minha experiência com duas paixões antigas: a literatura e a sala de aula. Por isso, neste primeiro semestre de 2016, inauguro uma nova aba de leitura: bastidores.

Aqui será um espaço de reflexão sobre minha prática como professora/educadora, onde vou compartilhar meus medos, expectativas, realizações e (obviamente) fracassos em sala de aula.

Escolhi bastidores mento, das discussões, das críticas, do desempenho da turma, da autorreflexão e de muitos outros fatores que se escondem à primeira vista. O segredo de uma boa aula - de um bom curso - não está no quadro negro ou da performance do professor. Está nos bastidores.

Quando proponho uma reflexão sobre os bastidores, me refiro a tudo o que acontece antes, durante e depois da aula. Assim, o planejamento, as surpresas da sade de aula, as fofocas na sala dos professores, os minutos/dias após a aula ... tudo isso são bastidores.

Há tempos pensava abrir uma aba sobre esse tema (até hoje escrevi apenas um texto sobre sala de aula), e por diversas justificativas tenho adiado essa ideia. Mas se agora consigo os créditos são da professora Viviane:

Hoje dei início à reta final do meu curso e licenciatura. A aula de abertura do semestre foi com a professora Viviane, em Estágio Supervisionado do Português 2. No final do curso, cada aluno deve entregar um portfólio reflexivo sobre a atuação na matéria - desde o planejamento, passando pela atuação em campo até a (auto)avaliação.

A boa notícia é que o formato dessa atividade não é rígido, cheio de normas da ABNT e nem me obriga a usar ênclise o tempo todo. Esse trabalho dá margem à criatividade.

Quando me vi diante dessa proposta, não pensei duas vezes e decidi: vou compartilhar minha experiência no RElendo!E aqui estou.

Planejo fazer uma postagem após cada aula ou momento que se relacione com o Estágio - quase como um diário. Tenho planos de fazer pequenos vídeos e algumas entrevistas. Mas como não quero dar um salto maior do que minhas pernas, não garanto.

O que posso, sim, prometer, são textos cheios de verdade e reflexão, afinal me esforço e ser o tipo de professora que Pulo Freire defendia: uma professora compromissada.

Como a licenciatura em português, poderei ser professora do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio. Para esse estagio, estarei com alunos das series finais do Ensino Médio, por isso vale a pena relembrar o que o Ministério da educação fala sobre essa fase:

"Propõe-se, no nível do Ensino Médio, a formação geral, em oposição à formação específica; o desenvolvimento de capacidades de pesquisar, buscar informações, analisá-las e selecioná-las; a capacidade de aprender, criar, formular, ao invés do simples exercício de memorização" (clique aqui e leia o documento)

Como base teórica, teremos as leituras feitas ao longo do curso de licenciatura, a LDB e os PCNs. (sobre os PCNs clique aqui)

Sou professora há cinco anos, mas minha zona de conforto se encontra no espanhol, em turmas pequenas (máximo 10 alunos), geralmente de adultos, em uma escola privada no centro de Brasília.

Durante o Estágio 2, vou me encontrar com 30 alunos adolescentes em uma escola pública do entorno, ensinado português. Pois é, estou ansiosa até o último fio de cabelo!

Espero contribuir para o que a professora Ormezida chama de escola cidadã:

"A escola cidadã é toda aquela que permite as relações abertas e igualitárias de poder" (p.39)

Lembrando sempre que

"Os alunos e professores de uma escola cidadã são coparticipantes de uma gramatica que não exclui o sujeito, nem supervaloriza o objeto, todavia, conjugam (juntos) toda a lista dos verbos incorporativos e se permitem criar novos verbos e novas palavras como nos inspira Chico Buarque: 'palavra minha matéria, minha criatura' " (p.50)

Acredito que compartilhar com vocês minha experiência será muito interessante. Após a conclusão de Estágio 2, continuarei postando sobre o tema. A única diferença é que (finalmente) terei o diploma na minha parede.

Hoje, no fim da primeira aula de Estágio, depois que a professora explicou a dinâmica do curso, fiquei me perguntando: será que vou dar conta? Bom, não sei resposta, mas sei que darei meu máximo.

Indico:

Educação e Mudança, de Paulo Freire. leia aqui

ORMEZINDA, Maria Ribeiro. Na teia de Penelope: metaforas na educacao. SP: Pontes, 2013.

Site do Ministério da Educacao:

http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=12598:publicacoes

#saladeaula #bastidores

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